quinta-feira, julho 26, 2012

A ANAC E O INGLÊS DOS PILOTOS BRASILEIROS


Está havendo uma queda de braço entre a ANAC e o SNA ( Sindicato Nacional de Aeronáutica ) relativo a certificação da língua inglesa de pilotos brasileiros que voam para o exterior. A ANAC não aceita a certificação feita em Madri pela Flight Crew Training Academy - Competência Linguística Aeronáutica S.L. sob o argumento que a prova no Brasil é mais completa. Os pilotos argumentam que a prova no Brasil envolve quesitos que não são nescessário para uma comunicação efetiva, valorizando o inglês acadêmico incluindo até a concordância  verbal. Na minha opinião a " comunicação " com a torre não necessita de um inglês ou português acadêmico. Para usar o mesmo critério a ANAC também deveria proibir que os pilotos estrangeiros, com o mesmo certificado espanhol,  que pousassem no Brasil. Para os controladores de vôo este certificado será obrigatório??? 

5 comentários:

Edson Campos e Silva disse...

Edson,
Por causa de um erro de concordância, pode haver um acidente.
dy

Edson Campos e Silva disse...

Sr. Edson
Permita-me tentar esclarecer suas dúvidas. Sou piloto há 30 anos e estou sofrendo com as decisões - muitas vezes erradas - da ANAC.
Essa sobre o inglês é uma delas. O que a ANAC exige para os pilotos é absurdamente exagerado.
Para ter sucesso na prova promovida pela ANAC, não basta ao piloto saber se comunicar bem em inglês, dominando todas as situações normais e de emergência que possam ocorrer durante um vôo. A ANAC exige um conhecimento mais completo, e o candidato tem que ter domínio muito bom de vocabulário, fluência e gramática para ser aprovado no nível mínimo.
Já vi "especialistas" dizendo na televisão que "na aviação só o perfeito é aceitável". Essa é uma maneira equivocada de analisar o problema, diria até que é uma bobagem. Ora, o piloto tem que ter conhecimento perfeito do seu avião e das regras de tráfego aéreo. Com relação ao inglês, claro que é importante que o piloto o domine, que ele possa se comunicar em qualquer situação com os órgãos de controle, sendo compreendido e compreendendo as instruções.
Não é necessário, porém, um inglês gramaticalmente perfeito.
Não é necessário saber descrever uma paisagem, um cenário de acidente ou um aeroporto.
Não é necessário, enfim, usar sinônimos para não repetir palavras.
A ANAC está em greve. Esta é a única maneira que existe da ANAC não brindar a aviação brasileira com decisões estapafúrdias, o que ocorre com freqüência muito maior que a aceitável.
Quanto aos controladores, a maioria é militar - portanto não está sob a responsabilidade da ANAC (sorte deles) - e tem conhecimento de inglês, mas creio que muitos não passariam no teste da ANAC
Espero ter esclarecido suas dúvidas. Se não, estou à inteira disposição para continuarmos.
Cordialmente
José Alfredo de T. Andrade

Edson Campos e Silva disse...

Daisy e Comandante José Alfredo obrigado pela informações

Anônimo disse...

Respeitosamente discordo do seu comentário. Um erro de concordância gramatical não será um fator contribuinte para um acidente. Falhas na comunicação pode ocasionar uma "congestionamento" na freqüência em uso e até um acidente, se o piloto for para um nível diferente do instruído, por exemplo, porque não entende o inglês. Mas um acidente, muito improvável. Gostaria de ressaltar que acho importante, até essencial, um bom conhecimento da língua inglesa, mas não com o rigor que a ANAC exige. José Alfredo T. Andrade

Edson Campos e Silva disse...

Quem postou o comentário que um erro de concordância pode provocar um acidente foi a doutora Daisy Pontual ( DY ) não eu. Como ela mandou por e-mail eu apenas copiei para o Blog. Minha opinião é exatamente o contrário