sexta-feira, julho 19, 2013

O VALOR DA SABEDORIA DOS CABOCLOS DA AMAZÔNIA

Tem coisas que não se aprende nem com doutorado em Harvard. Só a Universidade da Vida nos ensina, criadas pela necessidade da sobrevivência. Será que um engenheiro com doutorado em Harvard com conhecimento de balanceamento dinâmico e estático conseguiria colocar este pirarucu dentro da canoa sem que ela naufragasse ???  

2 comentários:

Anônimo disse...

É claro que não, Edson, isso é arte que só os ribeirinhos sabem.E qual doutor PHD da Harvard conseguiria acertar um arpão no lombo de um pirarucu a 10, 15 metros de distância, aproveitando aquele dx de tempo que o peixe vem à tona para respirar? Sem contar a sabedoria secular de que o arpão só deve ser lançado quando o peixe mergulha de volta para os peraus amazônicos. Se lançar o arpão antes do peixe mergulhar, é atirar no vazio. O segredo aprendido em séculos pelos nossos caboclos, é deixar o peixe mergulhar e observar em questão de segundos para que lado ele abana a ponta do rabo. Esse é o lado pra onde ele se desloca e para onde o arpão deve ser lançado. Se o arpão for de marca boa(o melhor na regiâo do Baixo Amazonas era o arpão fabricado na forja do mestre Francisco Galúcio), é certo que o bicho vai virar desfiado na panela ou ventrecha assada de brasa.Dizem que o pirarucu é o bacalheu da Amazônia.Nada disso, o bacalhau é que é o pirarucu do Mar do Norte, não dá nem pra saída. Ademar Amaral

Edson Campos E Silva disse...

COISAS DA UNIVERSIDADE DA VIDA QUE ENSINA SOMENTE SABEDORIA